MINHA MEMORIA ESCOLAR
A ciclo mais saudoso da minha vida foi sem sobra de duvida minha passagem escolar. Consigo lembrar nítida como era gostosa aquela rotina repetitiva.
Sempre fui apaixonada por tudo que me desafiasse e acredito que tenha se iniciado na formação escolar, lembro que primeiro estudei na Escola da Mônica que era no fundos de minha casa, a escolinha era linda, com jardins, diversos brinquedos e uma piscina convidativa, as salas eram espaçosas o que dava fazer muitas brincadeiras. Ufa! Venci minha primeira etapa, venci porque convive com crianças maiores que eu, porque consegui ficar 4 horas longe da proteção da minha mãe, porque aprendi a ouvi um não , não esse que era diferente da minha, era o da professora. Mesmo perto de casa, eu lembro que chorava e vez ou outra minha mãe ia me ver.
Depois fui para o Pré escolar Lulu onde experimentei de um sentimento lindo e inocente, eu estava apaixonada pela minhas professoras, Tia Severina, Tia Socorro e Tia Zélia. Elas nasceram para educar, nos tratavam bem e possuíam uma paciência admirável. Passei três anos na Lulu e a partir dai comecei a fazer tarefinhas, jogos infantis, a participar de datas comemorativas, daquelas que morro de saudade até hoje ,quando encontro crianças voltando pra casa pintadas de coelho e /ou índio. (risos). Eu fazia questão de está em todas elas , principalmente na frente, adorava folia e holofotes. Tive uma alfabetização maravilhosa o que deu base para eu migrar com segurança para o fundamental.
Mudei de fase e cheguei ao tão sonhado e temido fundamental, era esse mesmo o sentimento, contraditório, ora medo, ora tesão. O primeiro dia foi mágico, apesar de assustador novos amigos, novos professores, outro mundo. O primeiro embate foi seguir regras que a alfabetização não colocava, como horários, fardamentos, provas, trabalhos, essa responsabilidade me assustou no começo, mas depois dei conta. Preciso ressaltar aqui, que perdi minha inocência nesse período, pois aprendi a colar, a colocar nomes dos amigos faltosos e fingi de doente para assistir a série preferida. Tive uma paixão que dura até hoje, que pela minha querida e amada Ana Dilza, melhor professora do fundamental, da qual morro de amores até hoje.
Vou dedicar esse paragrafo inteiro a melhor escola da minha vida! Escola Municipal 24 de Fevereiro! Juro que se tivesse ensino superior eu continuaria por lá, são as lembranças boas vivida naquele lugar. Uma escola acolhedora, de profissionais capacitados e uma pracinha inesquecível. Foram oito anos de amor, um misto de sensações e sentimentos. Lá fiz amigos que perduram ate hoje, outros de perderam nos caminhos, mas quando nos encontramos “ o 24” é sempre umas das pautas principais. Desejo/espero ansiosamente que meus filhos possam estudar lá e compartilhar da mesma sensação que eu.
Mas como nem tudo são flores no fundamental precisei de reforços, e foi quando recorri a banca da minha vizinha, que logo se tornaria minha amiga, é pra sincera ,sem a ajuda dela eu não teria conseguido passar com êxito dessa fase. Foi suma importância esse reforço escolar para que eu tivesse mais comprometimento com meus estudos, além de que o espaço era agradável, as aulas divertidas, e a professora genial.
Migrei para o Colegio Estadual Vila São Joaquim, vulgo “Cires”. Estudar no Cires era o auge para quem saia do fundamental, as vagas eram concorridas e era todo muito novo para aquelas jovemns aspirantes, que tinham como bagagem um fundamental tranquilo, conseguimos manter a mesma turma, para nossa alegria e o para o desesperos dos professores. Começamos então outra saga, se preparar para entrar na universidade, como um pouco mais de entendimento já víamos as falhas na estrutura do colégio e dos professores, mas ainda que não pudesse ser revertido com força de vontade. Tivemos inúmeros passeios pois já estávamos maiores e alcançamos muitas conquistas como jogos escolares. Aperfeiçoei o nível de cola e já sabia filar direitinho, digo isso porque o nível dos assuntos ficou dificílimo, conheci professores que se dedicavam para que pudéssemos aprender e outros nem tanto. Minha professora dessa fase foi : Telma Balbino, de Geografia. Ela era encantadora e muito inteligente, sabia repassar o conteúdo e tirar da nossa cabeça que Geografia era decoreba. Lembro de uma aula sobre o muro de Berlim que ela ministrou , todos compreenderam um assunto complexo mas dado com maestria. Mal sabia ela que teria influencia em minha decisão acadêmica. Ficou uma parte de mim la.
E agora, jose? Terminei o terceiro ano e não passei em nada , fiquei desesperada, pois algumas amigas passaram e outras foram fazer cursos e eu nada, bateu aquela frustração de não ser nada da vida , de não alcançar meus objetivos. Enfim, comecei a trabalhar e com 2 anos passei no curso técnico de Meio ambiente no Cetep, por onde passei dois anos me preparando para entrar no mercado de trabalho, numa área crescente, preocupante e encantadora. Pós médio como era chamado já me dava outra visão de mundo, outro linguajem , pessoas bem mais velhas na minha sala, gente que trabalhava o dia todo, vivi uma realidade bem diferente do que estava acostumada, tinha visita técnica, tudo mágico, e muito aprendizado.
Tentei vestibulares por cinco anos, nesse meio tempo eu trabalhava e fazia cursinho, confesso que fiz o ultimo já sem esperança , a principio eu queria engenharia ambiental para ficar na área já que eu já era técnica em meio ambiente, mas não rolou, no meio desse processo fui me apaixonando por licenciatura e resolvi tentar geografia, para quem sabe ser um dia igual a Telma , aquela professora do ensino médio que relatou o muro de Berlim tão bem . Hoje curso Geografia na faculdade do Pernambuco a 3 meses e estou adorando o curso, continuo na área e pretendo me dedicar para quem sabe um dia ser influente igual minhas professoras foram que eu tomasse a decisão certa.
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